Bicas - MG -
ARTE E TRABALHO, preconceito notório.
Cultura Nacional, um bem coletivo de direito? Ou uma herança ímpar?


Escrito do Editor, ainda em uma máquina de datilografia Olivetti Lettera 82

Não tenho confiança nessa linha de sucessão, mesmo sendo uma das mais considerada pelas sociedades capitalistas.

E é nessa comunidade que vivo e trabalho.

Estamos passando por uma página de fabriquetas de institucionalização de procedimentos, cujos são de competência do ajustamento do povo perante seus representantes legais, tendo casos em que a aptidão de uma autoridade pública, esbarra na qualidade legítima da jurisdição ao poder interpretativo dessas fabriquetas.

Estou explicitanto o Direito Autoral. Aqui em nosso País, é um tanto quanto divergente.

É sabido que o autor de um bem cultural não tem uma cobertura de seus direitos plenamente tanto na situação atual como na anterior.

Não sei, mas eu como mineiro que sou, tenho pouca sociabilidade a esse denominativo.

Vivo que estou, pago meus impostos, sou cidadão de seguimento da comunidade, sou estabelecido; vejo de quando em quando, meu trabalho ser detraído e conseqüentemente manipulado.

Para não questionar as atitudes, e sim o após com o intento dessa exteriorização de comportamento e de trabalho feito à mão, brocamos toda essa tradição rudimentar que hipocritamente a vivência vaidosa de toda uma geração, lançou mão de perfumaria ruidosa.

Na Arte e no trabalho

Em intento ao trabalho de se fazer arte, na concepção mais sublime do Ser, é para mim uma conotação distribuída entre o perto (junto) do Astronauta e o longe (distar) do mesmo.

Portanto a formatação de um determinado conceito, sem o devido respaldo da procura do conhecimento, é uma imbecilidade sem precedentes respondendo a uma racionalidade maquiada pela sociedade nos deveres do cotidiano da comunidade, ficando em detrimento toda uma história, bem como todo o processo cultural desse mesmo grupo. Nesse mesmo preconceito, é deliberado inclusive entre os próprios artistas, bem como no mercado de arte.

Atualmente o luxo de ostentar esta ambigüidade vertente ao antagonismo criado entre nós e por nós mesmos, sem qualquer motivo ou base centralizada em uma verdade do não proceder, do não ter ética profissional.

Seria muito mais produtivo ( a ficar vergando o focinho para a labutação de outrem ), criar "labor" e usar o tempo dispendioso para inventar arte. Cuidando assim da própria vida. Esparramando primor e fazendo o diferencial da arte individual, para a concernência da beleza do coletivo.

O momento é único em determinado espaço e abrangente em outro. De tal sorte, que viva ( que felicidade ) termos diferenças.

Sabemos que toda a obra de arte, tem em si, um compromisso com a auréola do lugar. O lugar onde ela foi produzida é o pasto fértil do momento da criação, da inspiração, e o autor a sua ferramenta consecutiva. Seja o autor (artista) quem seja, vindo de onde vier: acadêmico, autodidata, curioso ou denodado.

E o meu atributo maior, nessa condição de artista, é o fato de querer em um momento de sonho, dar qualidade de trabalho; pois é isso que tem importância. Qualidade e o amor ao fim dos afins.

Qualificando a situação das artes plásticas, e de sua influência na construção crítica do conhecimento cultural, bem como o seu gosto e sua prática. Já que o mercado é livre e soberano; o artista produz a sua obra direcionada ao público que ele por si elegeu. E cada um tem o seu momento e o seu espaço ( É uma convicção legitima para criar). O artista produz o triste, um artista produz o antigo, outro artista produz o modernismo, o artista produz o comercial e seu público percebe qualidade em seu trabalho e lhe dá reputação.

E com essa seqüência de raciocínio, estaremos verificando que o argumento de sucesso é a personificação do criativo, do verdadeiro e do decente.

Ademais, a obra é um precedente para a envergadura de aculturação.

Copyright © - Bicas News by Navearte