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Declaração da OMS facilita união de esforços contra o zika, diz Ministério da Saúde
Enfrentamento.
Segundo a pasta, emergência de saúde pública de importância internacional é um evento extraordinário que exige uma resposta coordenada.

Editado/publicado em 02/02/16

O Ministério da Saúde considera de fundamental importância a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) de Emergência de Saúde Pública de importância internacional (ESPII) por vírus zika e sua possível associação com a microcefalia e síndromes neurológicas, ocorrida nesta segunda-feira (1º/2). A decisão foi recomendada pelo Comitê de Emergência da OMS à presidente da organização, Margaret Chan, com base nas informações técnicas de entendimento do vírus zika repassada pelo Brasil, França, Estados Unidos e El Salvador.

Este reconhecimento internacional deve facilitar a busca de parcerias em todo o mundo, reunindo esforços de governos e especialistas para enfrentar a situação.

O Brasil tem sido um protagonista. Quando decretou Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, o Ministério da Saúde sinalizou à OMS da possiblidade de um evento de importância internacional e, desde então, se colocou à disposição da organização para esclarecimentos e fornecimento de materiais técnicos.

É importante esclarecer que na recomendação da OMS não há restrição de viagens ou comércio com países, regiões e/ou territórios com a transmissão do vírus zika. Recomenda-se que as pessoas que venham a viajar para áreas com transmissão do vírus zika tomem medidas adequadas para evitar picadas de mosquito. No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é para que a população, principalmente mulheres grávidas e em idade fértil, tomem medidas simples que possam evitar o contato com o Aedes aegypti, como utilizar repelentes, proteger-se da exposição de mosquitos, manter portas e janelas fechadas ou teladas e usar calça e camisa de manga comprida.

Cabe informar, por fim, que a comissão da OMS concluiu que o recente conjunto de casos de microcefalia e outros distúrbios neurológicos relatados no Brasil e um acometimento semelhante ocorrido na Polinésia Francesa, em 2014, são suficientes para constituir uma emergência de saúde pública de importância internacional.

O Ministério da Saúde confirmou, em novembro de 2015, a relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia na região Nordeste.

Fonte: Ministério da Saúde


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